Labirintite
Postada em: 28/07/2007
Fonte: Jornal do Povo - RS 07/05/2007

É preciso ficar atento antes de dizer “eu tenho labirintite”. Para fazer esta afirmação é necessário ter recebido um diagnóstico preciso de um médico confiável. Ao contrário do que muita gente pensa, não basta apresentar tonturas para se autodeclarar uma pessoa com labirintite.

Mais de 40% dos adultos relatam ter apresentado tonteira em alguma época da vida, nem por isso podem dizer que tiveram labirintite. A tonteira não pode servir como referência para a labirintite principalmente porque muitas outras enfermidades apresentam o mesmo sintoma, como hipertensão arterial e doenças neurológicas.

Um outro mito que gira em torno da labirintite é a questão de ter ou não cura. Muitas pessoas dizem que a doença é incurável, afirmação que também é inverídica. Se o paciente procurar um especialista e tomar medicamento com orientação, um bom tratamento vai ser indicado e ele poderá levar uma vida normal.

Não existem medicamentos específicos para a labirintite, então além dos remédios que devem ser tomados para alívio das tonteiras, é preciso tomar alguns cuidados com alimentação e praticar exercícios fisioterápicos específicos para o labirinto. O labirinto faz parte do sistema de equilíbrio das pessoas.

O principal sintoma da labirintite é a tonteira que pode vir repentinamente e durar alguns segundos, minutos, horas ou dias. Geralmente vem acompanhada de sintomas como as náuseas, vômitos, sudorese e palidez. Pode se apresentar em crises periódicas com intervalos variáveis ou se tornar crônica. Por haver relação íntima entre o labirinto e o sistema auditivo, o paciente com labirintite pode apresentar diminuição da audição em um dos ouvidos ou em ambos, dificuldade de entender o que as pessoas dizem, zumbidos ou sensação de pressão.

E se você tem ou conhece alguém que apresenta esses sintomas, procure um médico, porque os pacientes com labirintite precisam de muitos cuidados. O paciente que tem labirintite necessita de grande atenção, pois existe uma insegurança muito grande, ansiedade e depressão que costuma associar-se a medo de cair ou medo de sair sozinha, gerando um grande impacto na qualidade de vida do paciente.

Alguns cuidados que melhoram a qualidade de vida do paciente com labirintite

Evite ficar mais do que três horas, durante o dia, sem ingerir algum alimento.

Aumente a ingestão de água. Beba de quatro a seis copos de água por dia.

Evite chá-mate e café.

Evite sucos de frutas industrializados.

Evite o excesso de corantes e conservantes.

Legumes e verduras devem constituir a maior parte da alimentação.

Evite bebida alcoólica.

Evite o repouso excessivo. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.

Evite travesseiros altos.

O que provoca a labirintite?

A labirintite é uma doença que pode acometer tanto o equilíbrio quanto a parte auditiva. Os órgãos responsáveis pelo equilíbrio e pela audição estão situados dentro do ouvido interno e se comunicam com o sistema nervoso central através dos nervos da audição e do nervo vestibular. Doenças infecciosas, inflamatórias, tumorais e mesmo alterações genéticas podem ocasionar alterações nessas estruturas anatômicas. Essas patologias podem provocar sintomas como vertigem e tonturas.

Equilíbrio

A labirintite afeta o ouvido interno ou labirinto, esse que é responsável pelo equilíbrio do corpo humano. Quando ocorre a falha desse sistema, uma das conseqüências é famosa vertigem que ocasiona a chamada “desorientação espacial”. Mas lembre-se: nem toda vertigem é uma labirintite.

Uma crise de labirintite é caracterizada por tonteiras (vertigens), náuseas, vômitos, sialorréia (aumento da saliva). Às vezes o caso é tão grave que chega até a internação.

Causas

Fatores como o estresse, o diabetes, a pressão alta e até determinados remédios contribuem para o desencadeamento de crises de labirintite.



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